Integração na Governança: Como unir Compliance, ESG, Ciber, riscos e negócio na Gestão de Terceiros

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[Perinity Week]

 

Integração na Governança: como unir Compliance, ESG, Cibersegurança e Riscos na Gestão de Terceiros

No cenário atual de negócios, cada vez mais complexo e interconectado, as empresas já não operam sozinhas. A cadeia de valor envolve fornecedores, parceiros e prestadores de serviços, o que amplia não apenas as oportunidades, mas também os riscos — que podem afetar desde a operação até a reputação e a sustentabilidade do negócio.

Durante um dos painéis da Perinity Week, especialistas de diferentes áreas compartilharam suas visões sobre os desafios e caminhos para integrar disciplinas como compliance, ESG, cibersegurança e gestão de riscos na governança de terceiros.

O desafio da fragmentação

Vanessa, gerente sênior de riscos e controles internos no Carrefour Brasil, destacou que o maior desafio está em tornar os processos de gestão de terceiros mais fluidos e menos traumáticos para fornecedores. Segundo ela, a multiplicidade de exigências de diferentes áreas pode gerar burocracia excessiva e dificultar tanto para o fornecedor quanto para a própria empresa administrar as informações.
A solução, segundo sua experiência, é definir um “dono” do processo, alguém com olhar end-to-end, capaz de questionar áreas, revisar fluxos e alinhar continuamente com o apetite de risco da companhia.

Barreiras culturais e estruturais

Ronaldo Fonseca, diretor de Governança, Riscos, Compliance e Auditoria Interna da PwC Brasil, apontou que a integração esbarra em barreiras culturais e estruturais. Muitas empresas brasileiras ainda não possuem áreas específicas para riscos, ESG ou compliance, o que limita a maturidade do processo.
Além disso, a ausência de apoio da alta liderança pode gerar desengajamento interno. Para Ronaldo, sem uma visão “top down”, dificilmente a integração se sustenta.

Riscos críticos de uma integração falha

Karen, especialista em privacidade e sócia-fundadora da Cremion Advogados, ressaltou dois riscos centrais quando a integração não acontece:

“Trauma do fornecedor”: processos burocráticos demais desestimulam a colaboração e prejudicam o engajamento;

“Cegueira de risco”: quando as áreas atuam isoladamente, deixam de perceber riscos que poderiam ser melhor tratados em conjunto.

Ela destacou ainda a importância de comitês multidisciplinares para quebrar silos e garantir uma visão holística.

O papel da liderança

Todos os painelistas foram unânimes em afirmar: a liderança é determinante. Sem patrocínio da alta administração, os processos de integração não avançam. É papel dos executivos definir a gestão de terceiros como uma missão estratégica, garantir recursos e incentivar a criação de fóruns e governança compartilhada.

Tecnologia como aliada

Outro ponto de convergência foi a tecnologia como pilar da integração. Dados confiáveis, sistemas integrados e automação são essenciais para reduzir redundâncias, dar escala ao processo e transformar a gestão de terceiros em uma prática contínua, não apenas de entrada contratual.

Nesse sentido, a Perinity apresentou durante o painel seu novo módulo de Compliance para Gestão de Terceiros, desenvolvido para centralizar informações, monitorar riscos de forma contínua e apoiar empresas na jornada de governança integrada.

Investimento ou custo?

Na conclusão, os especialistas foram claros: a integração da governança deve ser vista como investimento, não custo. Embora muitas empresas só reconheçam isso após vivenciar crises, investir em governança significa preservar reputação, perenidade e competitividade.

Principais lições do painel

A integração entre áreas não é receita de bolo: deve ser adaptada à realidade e apetite de risco de cada empresa;

O processo precisa de um dono com visão end-to-end e apoio da alta liderança;

Tecnologia e dados estruturados são aliados indispensáveis;

A cultura organizacional define a fluidez da integração;

Governança é investimento estratégico para a perenidade dos negócios.

Apresentador:

  • Lea Mascarenhas (Perinity)
Participantes:
  • Ronaldo Fonseca (PWC)
  • Vanessa Anselmo (Carrefour)
  • Karim Kramel (Kramel Advogados)